Projeto Político Pedagógico

O perfil do egresso do curso de Engenharia Mecatrônica proposto atende ao que
dispõe o artigo 3º da Resolução CNE/CES 11, de 11 de março de 2002 e a Resolução
2/2007.
O Curso de Graduação em Engenharia tem como perfil do formando
egresso/profissional o engenheiro, com formação generalista, humanista,
crítica e reflexiva, capacitado a absorver e desenvolver novas tecnologias,
estimulando a sua atuação crítica e criativa na identificação e resolução
de problemas, considerando seus aspectos políticos, econômicos, sociais,
ambientais e culturais, com visão ética e humanística, em atendimento às
demandas da sociedade.
A Resolução CNE/CES 11, de 11 de março de 2002, no artigo 4º determina que a
formação do engenheiro tenha por objetivo dotar o profissional dos conhecimentos
requeridos para o exercício das seguintes competências e habilidades gerais:
I - aplicar conhecimentos matemáticos, científicos, tecnológicos e
instrumentais à engenharia; II - projetar e conduzir experimentos e
interpretar resultados; III - conceber, projetar e analisar sistemas, produtos e processos; IV - planejar, supervisionar, elaborar e coordenar
projetos e serviços de engenharia; V - identificar, formular e resolver
problemas de engenharia; VI - desenvolver e/ou utilizar novas ferramentas
e técnicas; VI - supervisionar a operação e a manutenção de sistemas; VII
- avaliar criticamente a operação e a manutenção de sistemas; VIII -
comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica; IX - atuar
em equipes multiunidade curriculares; X - compreender e aplicar a ética e
responsabilidades profissionais; XI - avaliar o impacto das atividades da
engenharia no contexto social e ambiental; XII - avaliar a viabilidade
econômica de projetos de engenharia; XIII - assumir a postura de
permanente busca de atualização profissional.
A estrutura curricular ora proposta, juntamente com as unidades curriculares que
versam sobre conteúdos básicos, específicos e profissionalizantes, formarão
profissionais de Engenharia Mecatrônica que atenderão o disposto na legislação vigente.
O Engenheiro Mecatrônico com título obtido pelo IFSC, Campus Criciúma, terá uma
formação geral sólida dentro de uma concepção generalista.
Nesse sentido, o Engenheiro em Mecatrônica é o profissional que atua nas áreas
de mecânica, informática industrial e eletroeletrônica, de forma multidisciplinar, a fim de
planejar, implementar, manter e otimizar sistemas industriais. Possui competências para
desenvolver ações empreendedoras, gerenciar equipes de trabalho, atuar na área de
vendas, demonstrando autonomia, responsabilidade, facilidade de adaptação e de
relacionamento e capacidade de tomar decisões, além de interpretar e aplicar legislação
e normas de segurança, de saúde do trabalho e ambientais.
Ao final do curso, o Engenheiro Mecatrônica terá desenvolvido uma base técnicocientífica
traduzida pelas seguintes capacidades:
1) planejar, desenvolver e executar projetos de sistemas industriais
automatizados;
2) operacionalizar sistemas de manufatura baseados no uso do CNC,
CAD/CAM, CLP e da robótica;
3) avaliar, planejar e executar o retrofitting de máquinas com comando
numérico computadorizado;
4) avaliar, planejar e desenvolver novas máquinas com ênfase na área
mecânica;
5) projetar e ajustar os compensadores mais utilizados no controle de
processos industriais;
6) planejar e executar a manutenção de sistemas industriais automatizados; 7) analisar e inspecionar serviços técnicos em automação;
8) dimensionar e avaliar a capacidade de sistemas automatizados industriais;
9) planejar e executar procedimentos e métodos de controle e de avaliação de
qualidade;
10) gerenciar processos em indústrias automatizadas.

• Indústrias de diversos setores;
• Empresas de energia e combustíveis;
• Manufatura de peças;
• Desenvolvimento de máquinas e ferramentas;
• Automação e Robótica;
• Hidráulica e Pneumática;
• Consultoria.

O curso de bacharelado em Engenharia Mecatrônica do Instituto Federal de Santa
Catarina – Campus Criciúma, tem como objetivo geral formar engenheiros com sólido
preparo científico e tecnológico na área de Elétrica, Mecânica, Computação, Controle e
Automação. Os egressos devem ter capacidade de absorver e desenvolver novas
tecnologias. Devem atuar, criativamente, na identificação e resolução de problemas de
engenharia, considerando seus aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais e
culturais, na perspectiva ética e humanística, visando a atender às demandas da
sociedade. O curso tem como característica marcante a multidisciplinaridade entre
fundamentos científicos, tecnologias e processos.
Desta maneira, o curso notadamente multidisciplinar, reafirma seu projeto
pedagógico baseado em quatro princípios básicos: formação sólida em fundamentos
científicos de física, matemática e informática; formação sólida, conceitual e tecnológica,
em mecânica, controle e automação de processos (chamada no âmbito deste documento
de informática industrial) e eletro-eletrônica; formação complementar em processos; e
formação metodológica em engenharia.

O processo de ensino deve se enquadrar dentro de um contexto mais criativo e
social, fomentando no aluno o interesse para se relacionar melhor com o mundo que o
cerca. O exercício da Engenharia é mais do que o desempenho de habilidades técnicas.
A tônica do currículo de Engenharia é apresentar a importância da concepção do
projeto centrado no trabalho em equipe, na aprendizagem, em problemas reais e na
avaliação continuada.
Para atingir o objetivo de promover uma educação baseada em problemas de
engenharia e permitir que os alunos apliquem seus conhecimentos no desenvolvimento
de projetos, levando-se em consideração o perfil do Engenheiro a ser formado, o curso
de Engenharia Mecatrônica do Campus Criciúma está fundamentado nas premissas a
seguir: serão oferecidas unidades curriculares de conteúdo curricular básico em
consonância com as Diretrizes para os Cursos de Engenharia do IFSC, que servem de
subsídio para as unidades curriculares de conteúdo profissionalizante e de conteúdo
específico (descrito em detalhes na Estrutura Curricular). Também serão introduzidas
unidades curriculares profissionalizantes, relacionadas a sistemas mecatrônicos, para
apresentar, motivar e estimular os alunos no descobrimento do “mundo da mecatrônica”.
Além disso, serão oferecidas unidades curriculares voltadas para o
aprofundamento dos conhecimentos vistos anteriormente e unidades curriculares
voltadas ao uso combinado de conhecimentos, ou seja, unidades curriculares
integradoras.
Entende-se que a presença de temáticas das ciências humanas articuladas a
questões tecnológicas, a compatibilidade das vivências práticas com os aspectos
teóricos do conhecimento, a abordagem dos conteúdos em constante (re)construção,
face ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia, o cuidado com as questões
ambientais e a interação com o mundo do trabalho, a indissociabilidade do
ensino/pesquisa/extensão, a prática de projetos integradores, dentre outros aspectos,
destacam-se como fundamentais no processo de construção dos cursos de engenharia.
Desse modo, este PPC deseja que se estabeleça uma articulação entre a educação
profissional e o mundo da produção e do trabalho, entendendo que somente dessa
forma se consegue crescimento, no padrão desejável, com inovação tecnológica.
O curso envolve atividades que aumentam sua intencionalidade e complexidade à
medida que o curso avança, relativas ao projeto, gerenciamento e execução de
atividades. Os estudantes são encorajados a resolver problemas de Engenharia
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criativamente e desenvolver a habilidade analítica e crítica com o domínio de técnicas
experimentais.
As aulas de laboratório não devem ser entendidas apenas como ferramentas
pedagógicas complementares às aulas teóricas. Diversos experimentos de ensinoaprendizagem,
bem-sucedidos na área de Engenharia, têm exercitado a imaginação do
aluno, estimulando-o a relacionar os fenômenos observados aos conceitos teóricos de
interesse. É possível, portanto, utilizar experimentos como ferramentas de assimilação
de novos conceitos.
Capacitar alunos a trabalhar em equipe, por meio de três projetos integradores, é
entendido dentro deste projeto pedagógico, como uma metodologia "progressiva" que
envolve alunos e professores num processo muito mais elaborado e planejado que a
simples divisão de turmas em grupos de alunos e a subsequente distribuição de tarefas.
O aluno aprenderá a trabalhar em equipes no decorrer dos anos do curso de
Engenharia.
Levando em consideração a metodologia apresentada, a consequência desejável
final é que o aluno adquira o hábito de aprender a aprender, por meio de uma proposta
metodológica pensada a partir do fundamento de que a sociedade exige instrumentos
sintonizados com as demandas sociais, econômicas e culturais, permeando questões de
diversidade cultural e de preservação ambiental, o que será traduzido em um
compromisso pautado na ética da responsabilidade e do cuidado.

Nome: Adilson Jair Cardoso – Coordenador do Projeto
Email: adilson.jair@ifc.edu.br Fone: ( 48 ) 9904-5840

Nome: Edilene Coppeti – Chefe do DEPE.

Email: edilene.copetti@ifsc.edu.br Fone: ( 48 ) 3462-5023.

A avaliação da aprendizagem baseia-se no que prevê a Lei de Diretrizes e Bases
da Educação Nacional, ou seja, "visa à sua progressão para o alcance do perfil
profissional de conclusão, sendo contínua e cumulativa, com prevalência dos aspectos
qualitativos sobre os quantitativos".
A avaliação é um processo de corresponsabilidade de professores e estudantes.
É ela que orienta os estudantes para a realização de seus trabalhos e suas
aprendizagens, ajudando-os a localizar suas dificuldades e suas potencialidades
redirecionando-os em seus percursos. Para o professor a avaliação faz parte do
cotidiano, das tarefas propostas, das observações e das práticas de sala de aula
essencial para dar prosseguimento aos percursos de aprendizagem dos estudantes.
A avaliação será processual e diagnóstica, acompanhando o desempenho e
desenvolvimento do estudante na constituição das competências e habilidades
requeridas para o exercício profissional da cidadania, numa constante prática de açãoreflexão-
ação, de todos os elementos envolvidos no processo ensino aprendizagem.
Os instrumentos de acompanhamento do processo de ensino aprendizagem
dentro dessa perspectiva serão organizados por meio de projetos, provas, apresentação
oral, portfólios, pesquisa teórica e de campo, trabalhos individuais e de grupo,
seminários, defesas de trabalhos, autoavaliação, entre outros, buscando sempre
articular ensino/pesquisa/extensão.
Os registros das avaliações serão feitos de acordo com a Organização Didático
Pedagógica do IFSC.
Importante lembrar que a avaliação dar-se-á obedecendo a um processo que
considera três estágios, quais sejam: I - uma avaliação diagnóstica ou inicial, dada a
necessidade do professor de conhecer o grupo para poder planejar suas atividades; II -
uma avaliação formativa, que ocorre durante o processo e leva em conta a dinâmica das
aulas e as atividades desenvolvidas pelo educando e, por fim, III - uma avaliação
cumulativa que concebe a conclusão do resultado obtido. Esse processo avaliativo está
formalizado na Organização Didática do Campus.

Para registro das avaliações será seguido o regimento didático-pedagógico do
IFSC.
O aluno é considerado reprovado caso alguma das condições acima não for
atendida. No decorrer do processo avaliativo, os alunos que demonstrarem dificuldades
na construção das capacidades requeridas terão direito à recuperação paralela aos
estudos desenvolvidos durante o semestre.
Os alunos são orientados a procurar os professores nos seus horários de
atendimento, a frequentar monitorias e a formarem grupos de estudo a fim de viabilizar a
construção das competências requeridas nas diferentes unidades curriculares. Em
virtude dos estudantes formarem equipes para realizar o projeto integrador, observa-se
que a ajuda mútua entre os alunos tem propiciado um sucesso escolar significativo.

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