Projeto Político Pedagógico

O perfil dos egressos do Curso Técnico em Vestuário Integrado ao Ensino Médio está dividido em perfil de formação geral e perfil técnico.
Segundo a formação geral, o técnico de nível médio deverá atuar compreendendo criticamente as relações e interações do mundo do trabalho, entendendo o trabalho como realização humana e prática econômica. Além disso, atuará compreendendo as articulações entre ciência, tecnologia e sociedade, bem como as relações sociais, culturais, políticas, éticas, ambientais locais e globais. Sua formação também contemplará a possibilidade de trabalhar coletivamente e de agir de forma crítica e cooperativa, sendo capaz de se apropriar dos saberes, gerando assim novas formas e modalidades de conhecimento.
Quanto ao perfil de formação técnica, este foi feito com base no Catálogo Nacional de Cursos Técnicos. O Técnico em Vestuário é o profissional com competências e habilidades para prestar serviços no âmbito do desenvolvimento, planejamento, produção e gestão na área do Vestuário, de forma crítica, criativa, cooperativa e com consciência de seu papel social. É um profissional com conhecimento técnico científico sistematizado, iniciativa e liderança para coordenar profissionais no desempenho das atividades ligadas à indústria do Vestuário. É o profissional capaz de supervisionar os processos de confecção do produto de vestuário conforme padrões de qualidade, bem como acompanhar equipes de trabalho que atuam no desenvolvimento e na produção.

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O Curso Técnico em Vestuário Integrado ao Ensino Médio tem sua matriz curricular organizada em fases e seu processo de avaliação centrado em competências.
Esta opção requer dos professores a busca de metodologias diferenciadas daquelas que visam apenas a transferência de conhecimentos, para outras que promovam a construção e a criação de conhecimentos.
O uso de novas tecnologias é um fator que possibilita o desenvolvimento das habilidades especificadas em cada unidade curricular, entre elas a de aprender a aprender, possibilitando assim a formação do aluno para além do período em que ele permanece no curso.
As bases tecnológicas explicitadas em cada unidade curricular deverão estar bem consolidadas para a concretização das competências e habilidades que o aluno deverá construir ao longo de sua formação.
A prática pedagógica desenvolvida no IF-SC privilegia a formação do cidadão crítico e consciente do seu papel na sociedade. Nessa prática, o aluno se coloca como sujeito ativo no processo de aprendizagem, na interação com o conhecimento e com os demais sujeitos que compõem o processo educativo. Nesta perspectiva, as atividades curriculares proporcionam a análise interpretativa e crítica das competências profissionais estabelecidas no perfil do egresso, bem como das práticas sociais relacionadas ao contexto da formação do Técnico em Vestuário.
O fazer pedagógico do curso está pautado na interação entre professor e aluno, buscando o desenvolvimento das competências profissionais, apropriando-se de métodos ativos que desafiam e motivam os alunos à construção dessas competências, à reflexão, à iniciativa, ao espírito empreendedor, à criatividade, à formação continuada, ao compromisso ético e social, à pesquisa e ao trabalho em equipe. Essa opção está ancorada nos seguintes princípios norteadores:
• formação humana integral;
• formação profissional voltada ao social;
• aprendizagem significativa;
• valor dos saberes dos alunos nas atividades educativas;
• diversidade de atividades formativas;
• trabalho coletivo;
• pesquisa como princípio educativo;
• integração entre os saberes.
A concretização da práxis educativa fundamentada nos princípios elencados acima dá-se por meio da utilização de metodologias diversificadas, considerando as competências profissionais a serem construídas ao longo da integralização do currículo nas unidades curriculares e buscando atualizações permanentes, agregando novas tecnologias nas estratégias de ensino. De acordo com as especificidades das competências e as temáticas a serem desenvolvidas, podem-se aplicar várias metodologias, destacando-se: trabalhos individuais, trabalhos em pequenos e grandes grupos, solução de problemas, pesquisa aplicada, estudo de caso, exposição oral, debates, visitas técnicas e culturais, jogos, simulações, palestras, seminários, projetos integradores, etc.

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A avaliação no processo de construção do conhecimento na nova educação profissional deve ser um instrumento que possibilite a identificação do desenvolvimento do aluno (atitudes, conhecimentos e habilidades) e forneça elementos para orientações necessárias, complementações e enriquecimento no processo. O parâmetro para a avaliação será naturalmente aquilo que se definiu alcançar. É certo que, para isso, é preciso definir as evidências da aprendizagem realizada ou da competência constituída.
Na formação profissional por competências, os professores e os alunos precisam ter clareza de que competências serão construídas e estabelecerão acordos para seu alcance, definindo as evidências e os critérios a serem considerados no caminho, para que possam colher elementos que sinalizem como estão seguindo e o que podem fazer para avançar na direção proposta.
O processo exige a adoção de metodologias dinâmicas que considerem o aluno da educação profissional como ator e coautor de seu desenvolvimento na interação com os professores, colegas, mundo produtivo e acadêmico, dentre outros.
No processo de formação por competências, as notas tradicionais fazem pouco sentido. Para fins da certificação e habilitação, entretanto, torna-se necessária uma classificação final que possa traduzir o grau de capacidade que o aluno evidencia no processo de formação, após ter participado do conjunto diversificado de atividades curriculares oferecidas.
A avaliação será processual e diagnóstica, acompanhando o desempenho e desenvolvimento do aluno na constituição das competências e habilidades requeridas para o exercício profissional com cidadania, numa constante prática de ação-reflexãoação de todos os elementos envolvidos no processo ensino-aprendizagem.
Os instrumentos de acompanhamento do processo de aprendizagem dentro desta perspectiva serão organizados através de projetos, apresentação oral, portifólios, pesquisa teórica e de campo, trabalhos em grupo, seminários, defesas de trabalhos, auto avaliação, entre outros.
Sendo o currículo do curso concebido por competências, adota-se uma dinâmica adequada para o acompanhamento da construção dessas competências, conforme relacionado a seguir.
• Explicitação da função da avaliação: tanto professores quanto alunos são levados a compreender o que é o processo de avaliação.
• Definição do que é competência, traduzindo-se esse conceito para a formação do aluno.
• Estabelecimento de critérios que evidenciem o desenvolvimento da competência avaliada.
• Escolha dos instrumentos de avaliação a serem utilizados.
• Atribuição de um conceito que expresse o desenvolvimento do aluno, em conformidade com a Organização Didático-Pedagógica do Campus: E (excelente), P (proficiente), S (suficiente) e I (insuficiente) para cada competência desenvolvida.
Nesse sentido, seguindo orientações dadas a questionamentos feitos junto ao MEC, estas diretrizes preveem que o ensino técnico de nível médio terá 3 conceitos finais para aprovação e 1 para reprovação. Serão eles:
• excelente (quando é capaz de desempenhar com destaque todas as competências exigidas pelo perfil profissional de conclusão);
• proficiente (quando é capaz de desempenhar a contento, todas as competências exigidas pelo perfil profissional de conclusão);
• suficiente (quando é capaz de desempenhar o mínimo das competências essenciais exigidas pelo perfil profissional de conclusão);
• insuficiente (quando não é capaz de desempenhar o mínimo das competências essenciais exigidas pelo perfil profissional de conclusão).
De acordo com os conceitos apresentados, o registro final fica da seguinte forma:
• Apto: quando o aluno apresenta um dos 3 conceitos de aprovação (excelente, proficiente ou suficiente).
• Não apto: quando o aluno apresenta o conceito de reprovação (insuficiente) em mais de duas unidades curriculares.
• Pendente: quando o aluno apresenta o conceito de reprovação (insuficiente) em até duas unidades curriculares.
Quanto à pendência, cabe observar que, havendo pré-requisito na unidade subsequente, o aluno estará impedido de cursá-la, sendo garantida sua matricula no semestre.
Os instrumentos utilizados para o registro do processo de avaliação da aprendizagem serão os disponíveis no Sistema Acadêmico do IF-SC.

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